Jardim Botânico Tropical

gardens / Belém e Restelo

  • ©Inês Gomes Lourenço - Jardim Botânico Tropical
  • ©Reinaldo Rodrigues_Global Imagens - Jardim Botânico Tropical
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Uma Viagem no Tempo e no Espaço

De mãos dadas com Belém, o Jardim Botânico Tropical dá vida a esta zona histórica numa amálgama verde de referências intemporais a diferentes culturas. Além das 600 espécies presentes, o jardim atesta um memorial à própria história do país.

Criado em 1906 por Decreto Régio de D. Carlos, o jardim foi inicialmente chamado de Jardim Colonial e inseriu-se na organização dos serviços agrícolas e do Ensino Agronómico Colonial. Inicialmente nas Estufas do Conde de Farrobo, o jardim foi movido em 1912 para a “Cêrca do Palácio de Belém”, onde mudou continuamente de mãos durante o século XX. Em 2007 foi classificado como monumento nacional, sendo hoje património da Universidade de Lisboa desde 2015. Manuel de Arriaga, primeiro presidente da república, plantou aqui em 1916 uma palmeiraBrahea edulis Watson, assim como o mayor de Nova Iorque plantou no jardim uma sequoia na década de 1970.

Vaguear no jardim é sinónimo de viajar por épocas distintas, visto este se encontrar num conjunto de quintas e espaços de recreio da nobreza dos séculos XVI a XVIII. Os jardins dos Catos, da Ninfa, e Oriental, são alguns dos pontos de referência onde a vista se altera com cada passo. As paisagens formosas do jardim refugiam num dos seus cantos a Casa do Fresco, ou do Veado, original do século XVII, mas várias outras repousam nos seus sete hectares. O Palácio da Calheta, propriedade dos Condes da Calheta até à aquisição de D. João V em 1726, é um dos edifícios mais emblemáticos. Edificado no século XVII, o palácio já foi sala de interrogatório em 1758 no processo dos Távora, Real Arquivo Militar e alojamento de visitas reais no século XIX, museu agrícola colonial em 1930, e Pavilhão da Caça e do Turismo durante a Exposição do Mundo Português de 1940, altura em que teve crocodilos.

Durante este período, o jardim serviu de Secção Colonial, dando asas a várias estruturas: o edifício da Casa Colonial (atual Casa da Direção), Restaurante Colonial, Pavilhão das Matérias-Primas e o Arco de Macau. Desta exposição encontramos ainda catorze bustos africanos e asiáticos, do escultor Manuel de Oliveira, a ocupar o jardim, bem como dois painéis de madeira em baixo-relevo, no Palácio da Calheta, do escultor Alípio Brandão e centrados na agricultura e pesca nas colónias.

Informações

Bairro

Belém e Restelo

Passear por Belém é viajar na História, não fosse este o bairro que apresenta a maior concentração de património e museus do país. E nem a azáfama habitual de turistas a circularem pelas suas ruas e jardins anula a tranquilidade com que o Tejo no horizonte nos brinda em todo o seu esplendor.