Confeitaria Nacional

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  • © Confeitaria Nacional
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A confeitaria mais antiga de Lisboa ainda em funcionamento, de portas abertas desde 1829, adicionando a isso a proeza de se manter sempre na mesma família. De geração em geração desde o fundador, Balthazar Roiz Castanheiro. Na altura, foi projectada à medida das finas patisseries parisienses, porque o gosto chique da época assim ditava. Nesta altura o primeiro andar não tinha ligação com o piso térreo, tendo já modernamente (em 2004) sido desenhada por Tito Sampaio a escada de leque que agora caracteriza a entrada.
Nos seus primórdios, foi aqui que foram instalados os primeiros telefones, que ligavam a fábrica à Confeitaria. Mais tarde, depois de constituída a Companhia dos Telefones, foi entregue a essa Companhia a sua conservação e ainda se mantém o telefone, com um número simbólico e sem ligação à rede.

Hoje, quem frequente a Confeitaria Nacional continua a poder saborear as receitas centenárias originais, de fabrico próprio, e alguns segredos bem guardados, como o do Bolo Rei. Foi na Confeitaria Nacional, que o confeiteiro Gregório adaptou a receita de “Gâteau dês Róis” que Baltazar Castanheiro Júnior, filho do fundador, foi buscar a Paris. É assim que o Bolo Rei entra em Portugal em 1870. Com a vitória da República, em 1910, tentaram prescindir do termo “rei”, e promover o uso de “bolo-presidente” ou de “bolo-Arriaga”, em honra de Manuel de Arriaga, o primeiro presidente. Tudo em vão, visto que até à data ninguém destituiu este rei…
Para a fome maior ou mais diminuta há refeições completas ou frugais, sendo que o forte será a gulodice, com a dificuldade a ser escolher entre a variedade de tentações oferecidas: o folhado russo, os crocantes, o scones com compota, a torta de Viana, ou os ninhos, entre tantos outros.
Recentemente embarcou numa nova aventura, oferecendo também cruzeiros no Tejo e abrindo duas lojas de menor dimensão noutras parte da cidade.

Conteúdos: Lojas com História

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    Chiado

    É considerado um dos bairros lisboetas mais trendy da atualidade, mas a verdade é que o Chiado nunca passou de moda. O seu charme foi bem evidenciado por grandes figuras das artes e das letras nos séculos XIX e XX, como Eça de Queiroz ou Fernando Pessoa, frequentadores desta zona numa Lisboa de outros tempos e que a ela aludiram nas suas obras.