A Brasileira

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Reza a lenda que foi aqui, no coração do Chiado, que o café expresso ganhou a o epíteto de bica. Inaugurada em 1905 por Adriano Telles, A Brasileira orgulhava-se de vender o “genuíno café do Brasil”, que devido à sua forte
intensidade, levou a que fosse colocado um cartaz com a advertência “Beba Isto Com Açúcar”, acabando por dar mote à sigla “BICA”. Marco incontornável da elite intelectual, foi cenário de tertúlias e galeria de arte das novas escolas
de pintura, habitualmente frequentada por nomes tão importantes como Fernando Pessoa, Almada Negreiros, Eduardo Viana ou Bernardo Marques.

Fruto da sua sumptuosidade art déco fiel à traça original, o britânico “The Telegraph” considerou-o um dos melhores cafés históricos da Europa. Do outro lado do balcão, fabricam-se memórias em estado líquido, servidas com
uma elegância que não compromete a sua orgulhosa história. Na esplanada, Fernando Pessoa permanece estaticamente sentado numa das mesas do seu café predileto, indiferente à agitação da cidade, aguardando quem ali se quiete e queira dar dois dedos de conversa ou, quem sabe, beber uma bica na sua companhia.

Informações

Bairro

Chiado

É considerado um dos bairros lisboetas mais trendy da atualidade, mas a verdade é que o Chiado nunca passou de moda. O seu charme foi bem evidenciado por grandes figuras das artes e das letras nos séculos XIX e XX, como Eça de Queiroz ou Fernando Pessoa, frequentadores desta zona numa Lisboa de outros tempos e que a ela aludiram nas suas obras.