Bairro Alto

Boémio é o mais natural dos adjetivos para qualificar o Bairro Alto, já que o local é famoso pela vida noturna que anima as ruas inclinadas desta colina lisboeta, onde em cada porta se abre ao exterior um bar, um restaurante ou uma casa de fados. Mas os dias no Bairro Alto, são igualmente cheios de vida com uma oferta eclética e criativa, lado a lado com as tradicionais igrejas e monumentos

Boémio é o mais natural dos adjetivos para qualificar o Bairro Alto, já que o local é famoso pela vida noturna que anima as ruas inclinadas desta colina lisboeta, onde em cada porta se abre ao exterior um bar, um restaurante ou uma casa de fados. Mas os dias no Bairro Alto, são igualmente cheios de vida com uma oferta eclética e criativa, lado a lado com as tradicionais igrejas e monumentos.

O fascínio do Bairro Alto deve muito a esta diversidade, que tanto acolhe galerias e ateliers que exibem o trabalho de artistas contemporâneos nacionais e internacionais como preserva o património cultural de séculos de história. O Museu de São Roque é um desses lugares, onde pode ser apreciada uma invejável coleção de arte sacra portuguesa. Localiza-se na Igreja de São Roque, que está classificada como Monumento Nacional desde 1910.

 

Os dias no Bairro Alto são igualmente para desfrutar. Além do encanto das ruas estreitas e da sua arquitetura típica, a zona tem também lugares desafogados com miradouros que proporcionam das melhores panorâmicas de Lisboa. Ou não fosse esta uma das mais elevadas colinas da cidade. O Miradouro de Santa Catarina revela todo o esplendor do Tejo e da ponte 25 de Abril e, no lado oposto, o Miradouro de São Pedro de Alcântara é uma varanda privilegiada para a baixa e o Castelo de São Jorge.

 

Sabia que…

O número 6 da Rua João Pereira Rosa, em pleno Bairro Alto, foi morada de ilustres artistas e intelectuais portugueses. As placas evocativas na fachada do edifício dão-nos conta de que aqui viveram o poeta José Gomes Ferreira, o escritor Ramalho Ortigão, o pintor Bernardo Marques, o historiador Joaquim Pedro Oliveira Martins, o jornalista António Ferro, a poetisa Fernanda de Castro e a ilustradora Ofélia Marques.

 

Expressões do Bairro

“Ficar a ver navios”

A origem desta expressão (que significa deixar passar uma oportunidade que estava mesmo à nossa frente) não é consensual, mas existem duas teorias relacionadas com o Alto de Santa Catarina. Uma refere-se aos lisboetas que não acreditando na morte de D. Sebastião, ficavam neste local à espera que o Rei regressasse num navio. A outra tem origem na época dos Descobrimentos e dos armadores portugueses que subiam a esta colina para ver chegar os seus navios que chegavam das Índias, de África e do Brasil.